Racismo e a política de drogas

O documentário acima é um dos muitos que tratam da relação entre o racismo e as políticas de drogas no Brasil. Como já vimos, o racismo é estruturante das relações sociais e das políticas no nosso país – entre elas, a política de drogas.

Como tal, o caráter dessas políticas segue a lógica policial, armamentista, segregacionista e excludente. O resultado, em termos numéricos, é que mais de 90% da população carcerária é negra e está ou esteve envolvida com as drogas.

Essa política e os condicionantes sociais tornaram o Brasil representante da terceira maior população carcerária do mundo. Para quem quiser acompanhar a evolução dessas estatísticas, a fonte mais confiável é o Infopen.

A adoção do modelo de “guerra às drogas” (um termo adotado pelos Estados Unidos a partir da década de 1970) vem da influência desse país sobre outros países da América Latina.

Como já vimos também, essa realidade implica, mistura, conecta, relaciona diversas dimensões, em particular, as questões raciais, de gênero e de poder aquisitivo. Ou seja, são objeto de políticas policiais de enfrentamento às drogas ilícitas pessoas pobres, via de regra negras e essa situação é tanto pior para as mulheres – mães, companheiras, irmãs, filhas de homens envolvidos com o tráfico.

Deixo abaixo o link do texto que estudamos dia desses sobre essa realidade e que foi publicado pelo Intercept.Br.
https://theintercept.com/2019/01/17/guerra-as-drogas-fracasso/

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