Arquivos da Categoria: Informações

Curso sob isolamento social

Caros e caras.

Durante esse período difícil que estamos começando a viver, precisamos tentar ao máximo reduzir o prejuízo que a pandemia de Covid-19 impõe a nós todos e todas.

Preparei alguns recursos para que o curso de Jornalismo Multimídia Especializado em Economia e Política tenha continuidade com a maior qualidade possível. Quero que saibam que estou presente nesse esforço e que temos saúde e tecnologia para esse desafio.

Estou preparando uma sala de aula no Google Classe Room com tarefas e atividades. Felizmente todos os arquivos usados nas leituras estão aqui nesse site. Alguns vídeos também e devo disponibilizar mais coisas por lá.

Pretendo fazer uma transmissão online ao vivo por semana, sempre no horário da aula da terça-feira https://meet.jit.si/. Também vou criar uma sala específica nessa plataforma para isso.

É imprescindível ainda que todos e todas se inscrevam aqui no site, que agora tem uma importância ainda maior nesse contexto. Essas medidas precisam ser seguidas, sob risco de vocês serem prejudicados. Fiquem certos que todos os professores estamos na luta para que isso não aconteça.

São dias difíceis que estão por vir. Precisamos estar atentos, juntos, calmos e usando o que podemos para enfrentar todos esses problemas e aprender com isso tudo.

Agência-laboratório está com vagas abertas

A curso de jornalismo está colocando em funcionamento a Agência-Laboratório de Práticas Inovadoras em Comunicação, a UNILAB!

O projeto vem sendo planejado há mais de um ano e agora está pronto para ser conhecido por todo mundo e estamos abrindo inscrições para xs estudantes que quiserem trabalhar como voluntários.

A UNILAB é uma plataforma de produção de serviços e conteúdos, bem como de pesquisas e aprendizado. A ideia é que nossos estudantes se envolvam na prestação serviços a entidade externas e instâncias internas à universidade, com assessorias de comunicação e imprensa, gestão de redes sociais, construção de sites, projetos de comunicação e produção de conteúdos.

São seis vagas em três categorias:

Foto e Vídeo: duas vagas
Gestão de redes sociais: duas vagas
Redação e web: duas vagas

Leia o edital de seleção (aqui: http://bit.ly/VoluntarioUnilab) e envie seu currículo para unilab@unicap.br até o dia 02 de Setembro. Depois do processo seletivo, xs selecionadxs já serão informados até o dia 16 de Setembro.

Estudo de caso: Vaza Jato 2

No primeiro estudo de caso da Vaza Jato, investigamos quais os argumentos jurídicos para o trabalho desenvolvido pelo site Intercept Brasil.

Nesse segundo estudo de caso, avaliamos os procedimentos de checagem – a checagem é uma das coisas básicas do jornalismo. Não importa de onde venha a informação, de assessoria, de boato, de um testemunho ou de um vazamento. É necessário checar para saber se a informação tem correspondência com a realidade.

O texto analisado dessa vez foi publicado no dia 14 de Junho de 2019 e se refere a coisas que aconteceram em Maio de 2017 – no caso bem sucintamente: a pressão feita pelo então juiz Sṕergio MOro sobre o Ministério Público Federal para plantar a leitura, na imprensa, de que o ex-presidente Lula falou de forma contraditório.

Não cabe aqui avaliar se o ex-presidente Lula realmente foi contraditório ou não, mas observar a relação promíscua entre o juiz e os acusadores. Esse é o elemento de interesse público e que ameaça qualquer cidadão em não ter julgamentos justos.

As mensagem recebidas indicam diálogos nos quais o ex-juiz solicita o envio de mensagens aos meios de comunicação (e a resistência dos assessores do PF em fazê-lo). O que se infere é que a principal forma de verificação disso foi ver onde tais notícias foram publicadas a parit da dat em que, nas mensagens vazadas, há a troca de mensagens entre juiz e procuradores.

Esse é o release que, à contragosto, a assessoria do MPF produziu. E esses são alguns dos lugares em que essas informações repercutiram. Abaixo, uma coluna da Joven Pan.

A verificação, nesses casos, envolveu identificar se havia realmente matérias produzidas nas datas indicadas nas mensagens vazadas em dias próximos ao que era indicado nos vazamentos.

Livros para resenhar

Há um número mínimo de livros que considero fundamentais para os objetivos dessa disciplina. O nome deles segue abaixo, com links.

A ideia é que vocês façam essas legendas (quantas quiser e puder) e possam entregar a resenha no prova do GQ.

Como vocês vão ver, são muito variados os temas tratados nos livros e presentes na programação da disciplina.

OS LIVROS:
A miserável revolução das classes Infames. Décio Freitas.
SCHWARCZ, Lilia Moritz – Nem Preto Nem Branco, Muito Pelo Contrario.
A ralé brasileira – quem é e como vive – Jessé de Souza
Roberto Schwarz – As Idéias Fora do Lugar – Roberto Schwarz
Ao vencedor, as batatas – Machado de Assis
ARANTES, Otília, Carlos Vainer, Ermínia Maricato – A cidade do pensamento único
Quarto de despejo – Maria Carolina de Jesus
NASCIMENTO, Abdias. O-QUILOMBISMO

Falando na programação da disciplina, a programação de aulas, com os respectivos temas e leituras, já estão definidos nesse link.

Estudo de caso: Vaza-Jato

Iniciamos, nas duas turmas, o estudo de caso da Vaza Jato – até agora o mais importante evento jornalístico no Brasil deste ano de 2019. Estudar o projeto se justifica por esse fator e também por mobilizar atores políticos do país, bem como por seus impactos econômicos. Além disso, a Vaza-Jato é um projeto multimídia que também se apoia em elementos básicos da prática jornalística.

Dois elementos jurídicos justificam e protegem o trabalho desenvolvido pela equipe do Intercept – e devem ser apropriados por estudantes de jornalismo do mesmo modo que os estudantes de Medicina, Engenharia ou Direito conhecem os marcos jurídicos que protegem suas profissões.

O primeiro desses elementos é o Artigo 5 da Constituição do Brasil:

Art 5

O último inciso (XIV) se refere basicamente ao trabalho dos jornalistas. O segunddo artigo é esse que vem logo abaixo.

Art 220

Os dois se referem à necessidade de uma imprensa livre como condição para que haja uma democracia plena. Ou seja, sem uma imprensa livre, não há democracia real. A Constituição de 1988, a que nos rege atualmente, foi escrita depois do fim do regime militar iniciado em 1964. A supressão dos direitos durante o regime acabou produzindo uma Carta Magna que procurou recuperar o Estado de Direito, que foi suspenso naquele período.

Assim, é possível afirmar que as tentativas de limitação do Intercept (ou de qualquer meio jornalístico), bem como as tentativas de deslegitimar esse trabalho, são também uma tentativa de deslegitimar a Constituição e a procura pelo estabelecimento do Estado de Direito no Brasil – que a bem da verdade não é real para toda a população.

É importante lembrar, ainda, que para o jornalismo não interessa os meios pelos quais essas informações foram obtidas. Interessa à Justiça investigar quais os sujeitos envolvidos  e ao Estado brasileiro cuidar para que seus agentes públicos trabalhem com mais segurança e sem práticas descuidada que permitam a invasão de privacidade.

Ao jornalista, entretanto, não cabe se deter nesses aspectos – cabe, sim, identificar se os conteúdos tem interesse público, verificar se as informações são verídicas, ouvir os lados envolvidos e publicar da maneira mais ampla possível.

Esses são, aliás, princípios básicos do jornalismo, como estabelecidos no Código de Ética do Jornalismo Brasileiro.

Assim sendo, uma lição importante desse primeiro olhar sobre a Vaza Jato é: se você se compromete em ser jornalista, seguir o Código de Ética da profissão e obedecer a Constituição brasileira, deve considerar que a Vaza Jato é não somente legal, como necessária.

Comentarei outros aspectos da Vaza Jato por esses dias. Por enquanto, fique à vontade para acrescentar outras coisas nos comentários.

Semestre que começa!

Saudações todxs. Como já informados todos e todas, considero que essa disciplina é, das que coordeno, a mais importante. Jornalismo Multimídia Especializado em Economia e Política tem a seguinte ementa:

Abordar a construção da sociabilidade política e econômica brasileira a partir do Estado, das suas origens, funções e papéis. Debater a formação e desenvolvimento do capitalismo no Brasil, bem como as interpretações acerca desse fenômeno,
contexto no qual está inserido o economicismo como traço da cultura política brasileira, e, assim, discutir elementos para a produção de informação jornalística sobre economia e política.

Isso significa, de forma geral, que estudamos as razões históricas da sociedade brasileira ser do jeito que ela é, com foco nas dinâmicas (nas realidades) econômicas e políticas. O curso é conduzido de forma a tratarmos de conceitos básicos, identificação de análises históricas, estudo de metodologias de busca de especialistas, uso de recursos multimídia de apresentação de dados e construção de narrativas jornalísticas.

Espero que a nossa experiência seja útil de verdade para vocês. A programação das aulas, bem como as leituras, estão disponíveis nesse link e poderá ser alterado em função de nossos interesses, do calendário ou de acontecimentos externos.

Conteúdo da prova do 1o. GQ

Pessoas

o material da prova é tudo o que vimos até aqui.

Turma 2GH/ 5GH

A Ralé/ Jessé de Souza – Introdução
A miserável revolução das classes Infames. Capítulo 27. Décio Freitas.
Colonialismo, patrimonialismo e patriarcalismo – Marina Basso_Cap4
O lugar fora das ideias e a s ideias fora do Lugar – Ermínia Maricato
Primeiro episódio do documentário A Cidade no Brasil
Vídeos do site: https://terra-brasil-is.org/videos/
Posts do site: https://terra-brasil-is.org/

Turma 2IJ/ 5IJ

A Ralé/ Jessé de Souza – Introdução e Capítulo 1
A miserável revolução das classes Infames. Capítulo 27. Décio Freitas.
Colonialismo, patrimonialismo e patriarcalismo – Marina Basso_Cap4
O lugar fora das ideias e a s ideias fora do Lugar – Ermínia Maricato
Primeiro episódio do documentário A Cidade no Brasil
Vídeos do site: https://terra-brasil-is.org/videos/
Posts do site: https://terra-brasil-is.org/

Turma 3GH/ 6GH

A Ralé/ Jessé de Souza – Introdução
A miserável revolução das classes Infames. Capítulo 27. Décio Freitas.
Colonialismo, patrimonialismo e patriarcalismo – Marina Basso_Cap4
O lugar fora das ideias e a s ideias fora do Lugar – Ermínia Maricato
Primeiro episódio do documentário A Cidade no Brasil
Vídeos do site: https://terra-brasil-is.org/videos/
Posts do site: https://terra-brasil-is.org/

Mapas de desigualdade

Um importante instrumento para a construção dos projetos em andamento são os mapas de desigualdade e de violência que podem ser construídos a partir de indicadores sociais.

Os indicadores sociais são informações que sinalizam as condições de vida da população – nível educacional, rendimento, bens duráveis, entre outros.

Uma fonte importante para se buscar esses dados é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IBGE é o mais instituto de pesquisas da América Latina e seu site possui um acervo muito rico – e quanto mais você usa-lo, mais conseguirá informações para substanciar suas reportagens. Esse link oferece uma série de mapas que se relacionam a desigualdades sócioeconômicas.

O mapa abaixo, por exemplo, dispõe de informações sobre a participação das mulheres na população economicamente ativa (PEA). Nele, vocês podem ver que o Estado da Bahia possui o maior número de famílias chefiados por mulheres de toda a Federação.

Screenshot_2019-04-04 Participacao_Feminina ai - brasil_participacao_feminina pdf

Como escolher qual mapa usar? Depende do que você esteja fazendo, do tema que está tratando e/ou do que você queira salientar na sua narrativa.

VIOLÊNCIA

O tema da violência, por exemplo, tem estudos específicos que merecem ser observados em alguns dos projetos em produção nesse 2019.1.

O Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas produziu um desses estudos. O estudo do IPEA é dividido nos temas: Homicídios, Juventude Perdida, Violência por Raça e Gênero, Mortes Violentas por Causa Indeterminada, Armas de Fogo, Crimes violentos Contra a Pessoa, Crimes Violentos Contra o Patrimônio, Acidentes de Transporte, Suicídios, Gastos e Políticas de Segurança Pública.

Abaixo, um dos mapas que se pode obter a partir desse trabalho, referente aos números de homens mortos no Atlas da violência do ano de 2018.

Screenshot_2019-04-04 Ipea - Atlas da Violencia - Mapa

esse aqui é o Mapa da Violência produzido pela Flacso e se refere a dados de 2016. O estudo focaliza a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil no período de 1980 a 2014. Também é estudada a incidência de fatores como o sexo, a raça/cor e as idades das vítimas dessa mortalidade. São apontadas as características da evolução dos homicídios por armas de fogo nas 27 Unidades da Federação, nas 27 Capitais e nos municípios com elevados níveis de mortalidade causada por armas de fogo.

ESCOLHAS

Muitos outros mapas podem ser acessados e usados, a depender sempre do que você precisa no seu projeto de comunicação. Certifique-se de se basear numa boa fonte para isso – um instituto que faz o trabalho a vários anos, ou uma pesquisa desenvolvida em instituição reconhecida.

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