Arquivos da Categoria: Políticas públicas

Mapas de desigualdade

Um importante instrumento para a construção dos projetos em andamento são os mapas de desigualdade e de violência que podem ser construídos a partir de indicadores sociais.

Os indicadores sociais são informações que sinalizam as condições de vida da população – nível educacional, rendimento, bens duráveis, entre outros.

Uma fonte importante para se buscar esses dados é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IBGE é o mais instituto de pesquisas da América Latina e seu site possui um acervo muito rico – e quanto mais você usa-lo, mais conseguirá informações para substanciar suas reportagens. Esse link oferece uma série de mapas que se relacionam a desigualdades sócioeconômicas.

O mapa abaixo, por exemplo, dispõe de informações sobre a participação das mulheres na população economicamente ativa (PEA). Nele, vocês podem ver que o Estado da Bahia possui o maior número de famílias chefiados por mulheres de toda a Federação.

Screenshot_2019-04-04 Participacao_Feminina ai - brasil_participacao_feminina pdf

Como escolher qual mapa usar? Depende do que você esteja fazendo, do tema que está tratando e/ou do que você queira salientar na sua narrativa.

VIOLÊNCIA

O tema da violência, por exemplo, tem estudos específicos que merecem ser observados em alguns dos projetos em produção nesse 2019.1.

O Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas produziu um desses estudos. O estudo do IPEA é dividido nos temas: Homicídios, Juventude Perdida, Violência por Raça e Gênero, Mortes Violentas por Causa Indeterminada, Armas de Fogo, Crimes violentos Contra a Pessoa, Crimes Violentos Contra o Patrimônio, Acidentes de Transporte, Suicídios, Gastos e Políticas de Segurança Pública.

Abaixo, um dos mapas que se pode obter a partir desse trabalho, referente aos números de homens mortos no Atlas da violência do ano de 2018.

Screenshot_2019-04-04 Ipea - Atlas da Violencia - Mapa

esse aqui é o Mapa da Violência produzido pela Flacso e se refere a dados de 2016. O estudo focaliza a evolução dos homicídios por armas de fogo no Brasil no período de 1980 a 2014. Também é estudada a incidência de fatores como o sexo, a raça/cor e as idades das vítimas dessa mortalidade. São apontadas as características da evolução dos homicídios por armas de fogo nas 27 Unidades da Federação, nas 27 Capitais e nos municípios com elevados níveis de mortalidade causada por armas de fogo.

ESCOLHAS

Muitos outros mapas podem ser acessados e usados, a depender sempre do que você precisa no seu projeto de comunicação. Certifique-se de se basear numa boa fonte para isso – um instituto que faz o trabalho a vários anos, ou uma pesquisa desenvolvida em instituição reconhecida.

A questão urbana no Brasil

Boa parte dos problemas e contradições da sociabilidade brasileira que temos analisado explodem na cidade.

O economicismo, assim como os efeitos do Neoliberalismo triunfante; muitos dos efeitos do racismo e da intolerância ao “diferente”; os processos de exclusão social e também as evidências dos patrimonialismo ganham cores muito fortes nos centros urbanos.

Muitos urbanistas trabalham essas questões relacionadas à vida nas cidades. Uma dessas pessoas é Ermínia Maricato – que esteve na Unicap alguns das atrás quem viu viu quem não viu perdeu.

A urbanista foi uma das organizadoras do Ministério das Cidades e tem uma contribuição muito importante para entender como nossas cidades são planejadas. E em particular para entender como as cidades brasileiras são espelhos de um desenvolvimento desigual.

A leitura recomendada é o texto As ideias fora de lugar e o lugar fora das ideias, que está no livro A cidade do pensamento único.

Como introdução a esse assunto acho que vocês podiam ver o documentário A cidade no Brasil produzido pelo Sesc TV e inspirado no livro A Cidade no Brasil, de Antonio Risério. A série explora os aspectos históricos, culturais e estéticos do fenômeno urbano no país, investiga o surgimento das cidades e discute seu desenvolvimento até os dias atuais.

 

A conjuntura do país e o direito à cidade

Erminia

Nesta quinta-feira a Articulação Recife de Luta realiza debate aberto sobre A CONJUNTURA DO PAÍS E O DIREITO À CIDADE, com participação da professora, arquiteta e urbanista Erminia Maricato, a comunicadora e ativista Monica Oliveira e o professor de arquitetura e urbanismo da UFCG Demóstenes Moraes.

Vamos trazer para discussão o contexto político e social do país, do estado de Pernambuco e da cidade do Recife, e o que isto tem significado na luta para garantir o Direito à Cidade neste momento de imensos desafios e retrocessos.

Embora nós ainda não tenhamos discutido o assunto no curso, a palestra é uma oportunidade de outro para conhecer um pouco a discussão sobre políticas urbanas e sua relação com alguns dos conceitos tratados no curso.

É, também, uma oportunidade para se inspirar na elaboração do projeto multimídia.
LOCAL: Auditório G2 – Universidade Católica de Pernambuco
DATA: 14 de Março
HORÁRIO: 19h00 às 22h00